Fogo de Prometeu marca o regresso da mitologia às livrarias

Rúben Oliveira continua a surpreender-nos com a sua escrita e pela sua capacidade de imaginar um mundo em paralelo com o nosso. Já nos habituámos à sua forma de apresentar uma realidade simultânea, onde os lugares, as personagens e o enredo dos livros coexiste na nossa realidade, mas passa-nos despercebido pelas características místicas dos envolventes da narrativa. A componente mitológica está sempre presente, e neste volume — «O Fogo de Prometeu» — ficou ainda mais forte com a introdução dos Favores Olímpicos, itens que dizem respeito aos deuses mas que foram agora introduzidos aos heróis dos livros.

O autor tem uma forma muito própria de abordar excertos da História, com personagens que vivem no século XXI, com um conhecimento científico consolidado, mas que ao longo da narrativa se deparam com mitologias vivas, constantemente desafiando o que julgam saber e o que tomam como certo. As capacidades místicas ou espirituais que os heróis vão despertando acontecem de forma natural e faseada, o que contribui para uma leitura rica e empolgante.

O que a Chave de Pandora abre, o Fogo de Prometeu destrói...

No volume anterior, A Chave de Pandora havia sido roubada e a guerra declarada. Agora, os Guardianus partem em busca de Favores Olímpicos que sejam capazes de lhe fazer frente, armas e armaduras de calibre divino que expoenciam o poder de combate dos heróis. No entanto, nada é garantido, pois a sede de poder dos Seduceros é insaciável e estes mantêm-se ativos sempre a procurar por mais.

Com uma estratégia de dividir e conquistar, os jovens recrutas dividem-se em três equipas e partem em missões espalhadas em redor do mundo. Na Amazónia, num reino onde constituído exclusivamente por mulheres, encontra-se um Favor em estado mineral, o Ferro de Hades, um elemento poderosíssimo para forjar armas de combate. No Egipto, sob a Sétima Pirâmide de Gizé, procuram por uma lança oriunda das crenças nórdicas: nunca erra o alvo e volta sempre para a mão do seu dono, a Lança de Odin. No Japão, seguindo o rasto de uma investigação que dura há já uma década, unem-se esforços para encontrar o Favor Olímpico que se diz ser o inimigo natural da Chave de Pandora — o Fogo de Prometeu.

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